segunda-feira, 17 de julho de 2017

Considerações finais

Pela segunda vez eu segui viagem para o Peru saindo do Brasil pelo Acre. Embora tenha se passado 3 anos da primeira viagem,com relação às condições viárias, pouca coisa mudou, buracos e mais buracos, principalmente de Rondônia em diante.Pagamos caro o IPVA, dinheiro que deveria ser usado para manutenção das ruas e rodovias, mas que na prática não está sendo utilizado para esse fim. Tivemos alguns imprevistos, minha roda amassada em Rondônia, mas que não comprometeu a utilização da moto, mas me deixou receoso quanto a aumentar o amassado em outro buraco ou amassar em outro local comprometendo a utilização da moto, mas graças a Deus, não houve mais problemas quanto a isso. Em Cuiabá, tivemos a ajuda do Carlos Jorge Romaneli, dos Guardiões do Pantanal, que nos auxiliou na passagem por Cuiabá até a saída da cidade rumo a Cáceres,a quem deixo meus agradecimentos pela ajuda e isso é o verdadeiro motociclismo, tenho orgulho de fazer parte dessa família motociclista. Já no Acre, chegando em Xapuri, fomos informados que em Brasiléia, que seria o destino do dia, estaria acontecendo um evento em alusão ao aniversário da cidade e que poderíamos ter dificuldades de encontrar hospedagem. Cogitamos dormir em Xapuri, a essa altura a corrente da transmissão da Versys do Tiziu já estava com problemas, estava folgada, porém decidimos acabar de chegar e nessa hora que vemos que Deus encaminha tudo para que seja resolvido.Ao chegarmos em Brasiléia, no primeiro hotel que procuramos, Las Palmeiras, que foi o que me hospedei em 2014, a confirmação, lotado e em toda cidade e inclusive na vizinha Epitaciolândia. Procurei o amigo Carpegiane, que conheci em 2014,fomos até sua hamburgueria e ele se dispôs a nos ajudar a encontrar lugar para ficar, nos ofereceu sua casa, mas como ficava muito próxima ao local do evento, praticamente dentro do evento, preferimos ver outras possibilidades antes de decidir. Ele entendeu nossa situação, precisávamos de local mais tranquilo para podermos descansar e fez alguns contatos com outros irmãos motociclistas e enquanto ligava para um amigo, passou na rua o Bira, motociclista de Brasília e trabalha no consulado brasileiro em Cobija, que faz fronteira com Brasiléia, sendo chamado pelo Carpeggeane e ao saber da nossa situação nos convidou para pernoitar em sua casa, que ficava do lado boliviano. Aceitamos o convite e ao comentarmos que no dia seguinte teríamos que procurar uma oficina para ver a transmissão da Versys, ele imediatamente fez uns contatos e um cara que se tornou nosso amigo, Solivan, que tem uma oficina em Epitaciolândia, na divisa com a Bolívia, abriu sua oficina após as 19hs para verificar a moto do Tiziu e constatou que o problema era na corrente, mas não havia modelo que servisse na moto e pediu que voltássemos no dia seguinte  para que procurasse em outras oficinas a corrente e ele nem abria a oficina aos sábados, inclusive adiou sua ida com a família para a chácara para nos ajudar. Contatos feitos, encontrou em uma loja em Rio Branco a corrente e por providência divina, o irmão do dono de uma oficina em frente iria para Brasiléia naquela manhã para a festa da cidade, buscou e levou a corrente e não foi preciso gastar com taxi para o transporte. Bira, agradecemos muito pela hospitalidade, pelo companheirismo, pela ajuda, Solivan, valeu por ter aberto sua oficina fora do horário para nos ajudar e me fugiu o nome, ao proprietário da oficina em frente que nos cedeu o espaço para que o Tiziu pudesse fazer a troca da corrente e ao Carpeggeane que iniciou todo o processo. No Peru, bem diferente da outra vez, nenhuma dificuldade em abastecer as motos, todos os postos abasteceram e a quantidade de locais que aceitam cartão aumentou consideravelmente, mostrando a evolução do país. Tive a experiência de andar de moto com neve caindo, nunca havia pensado em ver neve caindo, ainda mais andando de moto, mas não foi o dia mais frio que já andei de moto, no Paso Jama em 2014, pegamos -5º, sem neve e no momento da nevasca estava -3º. Machu Picchu continua com todas as pedras no lugar, rsrsrsrs, mas a sensação é como se fosse a primeira vez, recarrega as energias estar naquele local e que em breve irei novamente, mesmo sendo caro a passagem do trem e do ônibus para subir até a entrada. Las Islas Flotantes de Los Uros, local espetacular, até hoje não sei como preferi ver a abertura da Copa a ir conhecer aquele lugar, fantástico e bem acessível o passeio, 25 soles, com a van buscando no hotele levando até o cais e trazendo de volta e o barco para chegar nas ilhas incluído. Cusco dispensa comentários, na próxima ida vou querer ficar mais dias nessa cidade. Em Desaguadero, lado peruano, a propina foi legalizada, paga-se 5 soles para sair do país, só lá tem isso, na saída para o Chile não existe essa "taxa", paga-se e dão o canhotinho comprovando o pagamento e legalizando essa "taxa".Já na Bolívia, apesar de ter passado sem precisar dar nenhum centavo à polícia, tive a experiência de andar de moto na temperatura mais fria que já presenciei, -8º na saída de Desaguadero, margeando o lago Titicaca, tanto do lado peruano quanto do lado boliviano, o nome da cidade é o mesmo. Eu não gostei da experiência boliviana pelo fato da dificuldade em conseguir abastecer as motos. Preço mais caro que boliviano, já que eles tem preço subsidiado, até concordo, mas se ao menos todos os postos abastecessem, seria tranquilo, mas não, a maioria não abastecia, sempre com a desculpa de que o sistema para estrangeiros estava fora do ar, o que nos obrigou a abastecer na maior parte das vezes, nos "postos clandestinos", pessoas que vendem em seus comércios, fundo de casa, gasolina no galão, de qualidade duvidosa, mas preço mais em conta que nas "estaciones de servicios". A comida, tanto no Peru quanto na Bolívia,não é para quem não come de tudo, que é o meu caso, mas dá para levar. Mas a questão do combustível foi determinante para evitar a Bolívia. Na próxima vez que retornar ao Peru, o caminho será pelo Chile. Já no retorno ao Brasil, a aduana boliviana foi até rápida, já a brasileira, em Corumbá, deixou muito a desejar, lenta,quase parando,o que nos fez perder a manhã toda, já que quando chegamos, na noite do dia anterior, a aduana boliviana estava fechada. Na saída de Corumbá passamos pela tenda da Dona Maria do Jacaré, que já foi reportagem de jornais da Globo e da Record, por cuidar de inúmeros jacarés e chamá-os usando berrante e vários tem até nomes. Retas e mais retas nas rodovias sul-mato-grossenses, davam até sono, principalmente depois do almoço. Vários animais silvestres atropelados, maioria na covardia mesmo. Após 19 dias a nossa viagem chegou ao fim. Desentendimentos, claro que houve, afinal éramos quatro cabeças que tem pensamentos diferentes, mas o mais importante é que soubemos manter a união e não deixamos os desentendimentos atrapalharem a viagem.Agradeço aos amigos,Elizeu,Tiziu e Fabrício pela oportunidade de realizar essa viagem e fica a dica para quem pretende fazer uma viagem longa, peças novas na moto, pastilhas, transmissão,pneus. Não importa se tem pouca quilometragem que trocou, coloque peças 0km para a viagem. Evita muitos problemas que podem até mesmo deixar o viajante na mão na estrada. Até a próxima viagem.


"Taxa" para sair do Peru em direção à Bolívia

sexta-feira, 14 de julho de 2017

19° Dia - Itapagipe a Bom Despacho

Km do dia: 527
Kms acumulados total: 8.328 kms

Hoje saímos como de costume, por volta de 07:10 para o dia derradeiro. Antes de chegarmos a Uberaba, a rodovia estava em condições de ruins a péssimas, sem buracos, mas com várias saliências no asfalto, resultado de vários tapa buraco realizados na via, mas também devido ao trafego pesado de caminhões de transporte de cana. Paramos para almoçar já próximo a Campos Altos e no pedágio encontramos um amigo, o Telmo, que hoje dedica a dirigir caminhão pelo Brasil a fora. Batemos um breve papo, seguimos caminho e por volta de 15:30 chegamos a Bom Despacho e assim como na saída, a chegada se deu defronte a Matriz Nossa Senhora do Bom Despacho. Chegamos bem, inteiros, do mesmo modo que saímos. E assim termina nossa jornada da Expedição Machu Picchu 2017.





18° Dia - Campo Grande-MS a Itapagipe-MG

Km do dia: 650
Kms acumulados: 7.801

Hoje para um dos integrantes, o dia começou mais cedo, por volta de 05:30 da manhã, Fabrício pegou estrada pois queria chegar ainda hoje a Bom Despacho. Eu, Tiziu e Elizeu, seguimos estrada por volta de 07:30 da manhã, como de costume. Sabíamos que não conseguiríamos finalizar a jornada neste dia, tínhamos a intenção de rodar o maior trecho possível no dia. Rodovia em condições razoáveis a boa, seguimos rumo a nossa terra, Minas Gerais. Trecho bem cansativo pelo fato de ter retas intermináveis. Chegando a Minas, Elizeu optou por passar por Uberaba por ser mais perto que por Uberlândia. Assim fizemos e a intenção era alcançar ao menos a cidade de Frutal antes do anoitecer, mas ao passarmos por Itapagipe, resolvemos ficar por lá e encontramos um hotel bem no jeito. Cidade bacana, agradável. Saímos para aproveitar a última noite juntos, Elizeu e Tiziu tomando sua cerveja e eu na Coca Cola, depois fomos em um restaurante, comida boa e preço muito bom e voltamos para o hotel. Por volta de 21hs Fabrício já havia chegado a Bom Despacho. Para os 3 mosqueteiros, a jornada ainda reserva mais um capítulo

Hotel Santo Antônio, rua 8.








terça-feira, 11 de julho de 2017

17° Dia - Corumbá a Campo Grande

Km do dia 444
Kms acumulados: 7.151

Hoje saímos por volta de 8:00 rumo à Bolívia novamente para dar saída do país e retorno ao nosso Brasil. Apesar da fila, na Bolívia os trâmites foram rápidos. Mas ao chegar na aduana brasileira, primeiro nos mandaram para a fila errada, onde após cerca de 30 minutos fomos informados que a fila seria a outra. Lá vamos nós para a outra fila onde ficamos mais alguns minutos e finalmente formalizamos o regresso ao Brasil. Seguimos então pela BR 262 por volta de 10:30 da manhã já, com o cronograma comprometido pela "agilidade" da aduana brasileira e paramos para almoçar na tenda da dona Maria do jacaré, que já foi entrevistada por diversos programas da Globo e da Record, por cuidar de vários jacarés, inclusive vários tem até nomes, claro que aproveitamos e tiramos foto com ela, celebridade, rsrsrs. Almoço bom e barato, recomendo quem passar por lá,além de ver os jacarés, comer por lá. Um detalhe do trajeto é uma quantidade considerável de animais atropelados, nós mesmos nos deparamos com uma cobra atravessando o asfalto, fora as capivaras. Seguimos caminho e já por volta de 17:20, hora local, paramos num hotel na 262, entrada de Campo Grande e decidimos dormir aqui, cerca de pouco mais da metade do que estava previsto rodar hoje, fazer o que, nem sempre sai do jeito esperado. Para finalizar a viagem amanhã teremos que rodar cerca de 1.156 kms. Possível, mas pouco provável. Amanhã veremos o andar da carruagem.





 







16° Dia - Santa Cruz de la Sierra-Bol a Corumbá-MS

Km do dia: 699
Kms acumulados: 6.751

Hoje acordamos cedo e saímos antes das 7 da manhã para evitar trânsito pesado. O trecho bonito da Bolívia acabou, exceto uma montanha próximo a Roboré. No trecho entre San José de Chiquitos e Roboré, encontramos um colchão embalado no plástico caído na rodovia. O Tiziu voltou para pegá-lo. Após 1 km aproximadamente, um caminhão estava parado, a nossa espera. O Fabrício percebeu que o colchão havia caído do caminhão, o alcançou e sinalizou que havia perdido um e estava à beira de perder mais dois. Quando chegamos, devolvemos o colchão aos ocupantes do caminhão, funcionários da prefeitura, que com certeza iriam ter que pagar pelo prejuízo da perda. Fizemos a boa ação do dia. Antes desse episódio, o dia foi tenso pela escassez de gasolina. Não enchi o tanque em Santa Cruz, quase 9 bolivianos o litro e o dinheiro que dispunha era pouco para abastecer nesse valor. Ao pegarmos a rodovia, quando após uns 150 kms vi que já já pegaria reserva, comecei a tentar abastecer e no único posto que havia, "no hay gasolina". Pensei, atolei agora. Andando mais alguns kms a reserva começa a piscar, aí que pensei que a vaca ia pro brejo. Chegando em alguma coisa del tigre, entrei para saber onde encontraria gasolina, já estava no limite e se ali não tivesse, não conseguiria chegar em San José, uns 110 kms adiante. Por sorte, um brasileiro provavelmente residente na região, nos ajudou a encontrar o local que vendia gasolina. Coloquei 10 litros e ainda cabia mais em torno de uns 2 litros ainda é enchi o galão de 5 litros pra carregar, ao preço de 6 bolivianos o litro, os meus últimos 90 bolivianos. Dali até a divisa, precisaria achar algum local para câmbio de moeda ou contar com a ajuda dos companheiros de viagem para emprestar bolivianos, mas que também estavam com a moeda local insuficiente para o restante da viagem. Todos aproveitaram e abasteceram também. Só tenho uma coisa a dizer, obra de Deus que nos guiou até o local certo, já que havíamos passado por umas 2 vilazinhas após o posto que não tinha gasolina, quando pensei comigo, seja o que Deus quiser. Outra providência Divina, chegando em San José de Chiquitos, enquanto o Tiziu tentava sacar dinheiro no caixa eletrônico, um senhor cujo nome acabei me esquecendo, se apresentou e nos ajudou a trocar real por bolivianos e ainda nos arrumou um local para comprarmos gasolina a 6 bolivianos. Aproveitei para colocar mais 5 litros e continuar carregando o galão cheio, seria e foi suficiente para cruzar a fronteira. Fabrício ainda precisou parar mais uma vez para abastecer a moto para acabar de chegar. Paramos para beber água e por sorte, o cara também vendia gasolina. Após o drama da gasolina, finalmente chegamos a Corumbá, de volta à Pátria amada Brasil. Como a aduana boliviana já havia encerrado o expediente, já eram quase 20h locais e 21 de Brasília, amanhã teremos que voltar para dar saída da Bolívia e só depois iniciar o caminho de volta para casa. Após acharmos o hotel, fomos a um restaurante matar a saudade da comida brasileira, principalmente do feijão. Só quando saímos do país e conhecemos outras culturas é que vemos que apesar de ter um bando de fdp no governo, em todos os poderes da república, o Brasil é bom demais e que aqui comemos bem demais, diversidade de comida aqui é sem comparação. Mais uma aventura que entra na reta final. Valeu demais esse passeio por Peru e apesar do problema com a gasolina, pela paisagem e o povo boliviano, tirando os motoristas, alguns um bando de fdp tbm, roda dura, valeu também a passagem pela Bolívia.












15° Dia - Cochabamba a Santa Cruz de la Sierra

Km do dia: 507
Kms acumulados: 6052

Saímos cedo de Cochabamba, a temperatura já começando a aumentar, trechos com paisagens magníficas, coisas de Deus realmente. Várias cidadezinhas pelo caminho e foi em uma delas que paramos para trocar o óleo da transalp do Fabrício e aproveitamos e compramos gasolina do mecânico também, já que nas "estaciones de servicio" além de correr o risco de não conseguir abastecer, era cobrado sempre acima de 8 bolivianos, chegando até a quase 10 bolivianos. Quando chegamos a Montero, já no fim do dia, estávamos procurando hotel quando apareceu um casal de brasileiros, Rosano e Thais, que estudam na Bolívia, puxando papo, conversa vai, conversa vem, eles que moram em Santa Cruz de la Sierra, se ofereceram para nos guiar até um hotel lá, próximo ao trecho que teríamos que pegar para sair de Santa Cruz. Fomos juntos, após nos deixar no hotel e acompanhar Fabrício e Tiziu até um caixa eletrônico para sacar dinheiro, foram para sua residência e ficamos no hotel indicado, o mais caro no trecho boliviano, mas era a opção que tínhamos para facilitar nossa saída da cidade. Amanhã o destino é chegar em casa, no Brasil






sábado, 8 de julho de 2017

14° Dia - Desaguadero a Cochabamba

Kms do dia: 470
Kms acumulados 5.545

Hoje saímos de Desaguadero com uma temperatura de 8 negativos, fora a sensação térmica. Paramos algumas vezes para esquentar e curtir as paisagens também. Porém, as dificuldades começaram no primeiro posto, não tinha gasolina, vários postos assim. Após passarmos por alguns, finalmente um que tinha e abasteceu estrangeiros, ao preço de 6 bolivianos. Depois de algum tempo, passamos por alguns que não quiseram abastecer estrangeiros até que encontramos um que aceitou abastecer os galões e ficamos igual bobos parados, parecendo que seria de graça, que não íamos pagar, esperando atender os demais veículos para encher os galões e mesmo assim ainda quase que não deu para abastecer todas as motos e por esse motivo, não volto mais à Bolívia, enquanto continuar essa babaquice de dificultar abastecimento a estrangeiros. Depois encontramos 40 kms mais ou menos de rodovia em reforma, trecho péssimo que deixou o dia cansativo e esse foi o pior dos 14 dias. Nem os buracos de Rondônia e o calor foram páreos para o trajeto de hoje. Enfim já no início da noite chegamos a Cochabamba e pra variar, mais um hotel que não oferece Wi-Fi. Tive que sair andando para encontrar uma rede para poder comunicar com familiares e escrever no blog.  O dia de hoje foi assim. Até a próxima.