terça-feira, 11 de julho de 2017

16° Dia - Santa Cruz de la Sierra-Bol a Corumbá-MS

Km do dia: 699
Kms acumulados: 6.751

Hoje acordamos cedo e saímos antes das 7 da manhã para evitar trânsito pesado. O trecho bonito da Bolívia acabou, exceto uma montanha próximo a Roboré. No trecho entre San José de Chiquitos e Roboré, encontramos um colchão embalado no plástico caído na rodovia. O Tiziu voltou para pegá-lo. Após 1 km aproximadamente, um caminhão estava parado, a nossa espera. O Fabrício percebeu que o colchão havia caído do caminhão, o alcançou e sinalizou que havia perdido um e estava à beira de perder mais dois. Quando chegamos, devolvemos o colchão aos ocupantes do caminhão, funcionários da prefeitura, que com certeza iriam ter que pagar pelo prejuízo da perda. Fizemos a boa ação do dia. Antes desse episódio, o dia foi tenso pela escassez de gasolina. Não enchi o tanque em Santa Cruz, quase 9 bolivianos o litro e o dinheiro que dispunha era pouco para abastecer nesse valor. Ao pegarmos a rodovia, quando após uns 150 kms vi que já já pegaria reserva, comecei a tentar abastecer e no único posto que havia, "no hay gasolina". Pensei, atolei agora. Andando mais alguns kms a reserva começa a piscar, aí que pensei que a vaca ia pro brejo. Chegando em alguma coisa del tigre, entrei para saber onde encontraria gasolina, já estava no limite e se ali não tivesse, não conseguiria chegar em San José, uns 110 kms adiante. Por sorte, um brasileiro provavelmente residente na região, nos ajudou a encontrar o local que vendia gasolina. Coloquei 10 litros e ainda cabia mais em torno de uns 2 litros ainda é enchi o galão de 5 litros pra carregar, ao preço de 6 bolivianos o litro, os meus últimos 90 bolivianos. Dali até a divisa, precisaria achar algum local para câmbio de moeda ou contar com a ajuda dos companheiros de viagem para emprestar bolivianos, mas que também estavam com a moeda local insuficiente para o restante da viagem. Todos aproveitaram e abasteceram também. Só tenho uma coisa a dizer, obra de Deus que nos guiou até o local certo, já que havíamos passado por umas 2 vilazinhas após o posto que não tinha gasolina, quando pensei comigo, seja o que Deus quiser. Outra providência Divina, chegando em San José de Chiquitos, enquanto o Tiziu tentava sacar dinheiro no caixa eletrônico, um senhor cujo nome acabei me esquecendo, se apresentou e nos ajudou a trocar real por bolivianos e ainda nos arrumou um local para comprarmos gasolina a 6 bolivianos. Aproveitei para colocar mais 5 litros e continuar carregando o galão cheio, seria e foi suficiente para cruzar a fronteira. Fabrício ainda precisou parar mais uma vez para abastecer a moto para acabar de chegar. Paramos para beber água e por sorte, o cara também vendia gasolina. Após o drama da gasolina, finalmente chegamos a Corumbá, de volta à Pátria amada Brasil. Como a aduana boliviana já havia encerrado o expediente, já eram quase 20h locais e 21 de Brasília, amanhã teremos que voltar para dar saída da Bolívia e só depois iniciar o caminho de volta para casa. Após acharmos o hotel, fomos a um restaurante matar a saudade da comida brasileira, principalmente do feijão. Só quando saímos do país e conhecemos outras culturas é que vemos que apesar de ter um bando de fdp no governo, em todos os poderes da república, o Brasil é bom demais e que aqui comemos bem demais, diversidade de comida aqui é sem comparação. Mais uma aventura que entra na reta final. Valeu demais esse passeio por Peru e apesar do problema com a gasolina, pela paisagem e o povo boliviano, tirando os motoristas, alguns um bando de fdp tbm, roda dura, valeu também a passagem pela Bolívia.












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